Lula evita confronto com Alcolumbre e deixa vaga no STF em aberto após derrota de Messias

  • 30/04/2026
(Foto: Reprodução)
O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente do Senado Davi Alcolumbre MATEUS BONOMI/AGIF - AGÊNCIA DE FOTOGRAFIA/ESTADÃO CONTEÚDO A derrota de Jorge Messias é tratada no governo como uma derrota direta do presidente Lula e expõe uma fragilidade relevante na articulação política no Congresso. Após o resultado, Messias conversou com Lula e foi tranquilizado. Publicamente, o discurso do Palácio do Planalto é de que, assim como o presidente tem o direito de indicar, o Senado também tem o direito de aprovar ou rejeitar. Internamente, essa posição é vista como uma forma de tentar reduzir a dimensão política da derrota. Nos bastidores, porém, a avaliação é mais dura. Há consenso de que o episódio é inédito e evidencia uma fragilidade grande do governo na relação com o Congresso. O governo se preocupa com essa percepção de absoluta fraqueza, mas tem gente no governo que diz que errará quem apostar que o governo acabou e que isso é uma demonstração de chances pequenas de Lula se reeleger. Neste primeiro momento, a decisão do governo parece ser a de Lula não indicar mais ninguém para o posto. A avaliação é de que, hoje, a única indicação com chance de passar no Senado seria um nome alinhado ao presidente da Casa, Davi Alcolumbre, e ao Centrão. E isso, segundo o relato de auxiliares de Lula ouvidos pelo blog, é algo que Lula não pretende fazer. O presidente também evita alimentar a ideia de que abriria uma guerra com Alcolumbre. A palavra de ordem no governo é deixar essa situação decantar e analisar os próximos passos. Há uma outra percepção de que a equipe de Lula de articulação política falhou mais uma vez e de que o governo está desguarnecido no Congresso Nacional. Nesse sentido, o blog perguntou se o presidente pretendia mudar a equipe após a derrota. Rejeição de Messias fortalece Moraes e mantém maioria no plenário da Corte A resposta, por ora, é de cautela. “Como você sabe, em situações como essa, não se toma decisões no calor do momento. Além disso, é necessário avaliar os vários componentes que levaram a essa situação”, afirmou uma fonte do Palácio do Planalto. Entre parlamentares petistas próximos ao governo, a derrota é atribuída, além da atuação de Alcolumbre, ao caso Banco Master e a uma articulação que envolveria setores do Centrão e uma ala do Supremo Tribunal Federal. O ministro Alexandre de Moraes é apontado como alguém próximo de Alcolumbre e que não via com entusiasmo a ida de Messias para o STF. A situação ganhou outro elemento quando o ministro André Mendonça passou a apoiar Messias. Como Mendonça é visto como um contraponto a Moraes, especialmente nas investigações do caso Master, esse movimento reforçou a percepção de que havia resistência à indicação dentro do próprio ambiente do Supremo. Outro ponto em aberto é o futuro de Messias. Segundo interlocutores, ele ainda avalia os próximos passos e, neste momento, não demonstra disposição imediata de retornar à Advocacia-Geral da União. Em derrota histórica, Senado rejeita a indicação de Jorge Messias para o STF

FONTE: https://g1.globo.com/politica/blog/natuza-nery/post/2026/04/30/lula-evita-confronto-com-alcolumbre-e-deixa-vaga-no-stf-em-aberto-apos-derrota-de-messias.ghtml


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